Pedagogia/UFRGS/Aprendizagens

quinta-feira, junho 24, 2010

Reflexão...


Inicio a postagem pensando...
Alcancei meus objetivos relacionados aos conteúdos?

Nem todos. Percebi que através das discussões as aulas escritas
vão ficando a desejar. Algo para qual o profe Nestor me havia chamado atenção.
Me envolvia com as discussões e diminuía a quantidade de conteúdo escrito,
o que levou a uma quantidade menor daquela prevista no projeto.

Porém percebi que estas ações qualificavam as reflexões escritas( posteriormente).
Mas mesmo assim concluí que deveria ter ido além nos conteúdos.

E os objetivos específicos... Muitos, porém quero destacar
O qual visava a valorização do ecossistema como fundamental
para nossa sobrevivência?

Sim atingi plenamente. Alunos integrados com a vida de forma reseitosa e amável.

Quanto aos objetivos pessoais...

Penso que nesta experiência de estágio, consegui enfrentar muito o novo .
Acredito que com o tempo, a oscilação entre certo e duvidoso cada vez mais será bem acolhida em minhas aulas.
O inusitado foi aliado em experiências diárias e escutado com devido valor.
A reflexão diária e constante previa mudanças e exigências para desvinculação do "treino" como parte integrante do ambiente escolar.
As múltiplas relações entre alunos, escola, outras séries, professores que não os seus para entrevistas e conversas, diretora "infiltrada no projeto e coletando material... Estas relações foram muito gratificantes e produtivas. Geraram
frutos interessantes e ligações agradáveis, amigáveis, sinceras e confiantes.
Estes últimos dois dias de aula ficaram na memória. Alunos emocionados pela participação e declaração de suas aprendizagens. Alunos e professora sentindo que algo iria "descolar", mas assim mesmo havia entusiasmo e confiança de que estes amores já eram uma conquista.

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domingo, junho 20, 2010

Semana 11...

A diretora Silvana da Luz, nos proporcionou a beleza do Arroio Belas águas em Viamão, através das fotos que trouxe para o Blog da turma 41. Se clicar na foto do arroio você vai para postagem dos alunos que fala das fotos.






Iniciamos a semana ouvindo o hino de Alvorada,
no princípo, riam, mas em seguida começaram a
prestar atenção.
Nós conversamos sobre o tipo de música. A diferença entre o que costumam
ouvir fazendo comparação, dizendo que o hino:
" era mais devagar... (Mariana 11 anos)
"trazia paz... (Luíza 10 anos)
"era como os hinos, mais profissional...(Guilherme 11 anos)
O que era profissional, perguntei.
"Assim, com piano e aquele do pauzinho para cima (violino) ou aquele que assopra (sax)
Sem saber explicar chegamos a conclusão que era clássico.
uma menina disse ser o violino. E que a prima levou-a no colégio dela e

lá ouviram alunas tocando violino.
Falei que minha filha toca também e que há uma escola
de música em Alvorada, que ensina crianças todos estes instrumentos e outros mais.
Conhecer nossa cidade através da escola, não era prática em sala de aula. Apesar de valorizar imensamente a escola de música, não pensava que fosse parte do currículo escolar inserir estas aprendizagens - que são tão valorizadas pelos alunos -

Após lemos o relato de Eloá Barcellos, contando a história de Alvorada.
Foi aberta a discussão sobre o que a professora contou
Riram da descrição do ônibus, daquele tempo.
Gostaram de ouvir a leitura feita por Pedro. Puderam refletir sobre
as diferenças de comportamentos e paisagens descritos pela professora autora.

No período de Matemática construíram com papel craft, uma medida que deveria ser um metro.

Alguns diziam que não tinham fita métrica e que ficaria diferente.

Questionei o que seria diferente?

Vitória disse que "precisavam de uma fita métrica se não seria impossível acertar".

mesmo assim o fizeram cada um com seu tamanho. Pedi que medissem uns nos outros.

Concluíram a diferença. O William disse que um metro era a medida do nariz até o fim do braço.

Alguns o seguiram nesta lógica e ficaram mais próximos.

Mediram 5 ítens da sala e anotaram em ficha.

fixei no quadro e eles observaram.

Pedi para compararem cada ítem.

Concluíram que estava tudo diferente.

Perguntei se era preciso algo?

A Vitória disse que "já havia falado que não ia dar certo, porque não era a

medida certa do metro."

Concordaram.

Então dei metros idênticos a todos. (levei pronto pois não daria tempo de construírem).

Mediram novamente os ítens e concluíram medidas bem próximas, quase idênticas.

Pude observar o cuidado dos centímetros que alguns já haviam construído e outros que

estavam construindo naquele instante.

O Lucas dizia a Márcia que era como na régua, centímetros e no metro era

a junção de muitos centímetros. Quantos? Perguntei. Olharam,

discutiram entre os dois e chegaram ao cem.

Pedi que perguntassem aos outros. E assim o fizeram, os que não

chegavam ao cem, eram convencidos pelos "mini professores", que não se continham de tanto

orgulho.



Na 3ª feira receberam a imagem da missão jesuítica e partiram para construção de maquetes.

A confusão foi tamanha. Grupos de 5 alunos. Alguns chegaram a começar o trabalho bem no fim do tempo estabelecido.


Obs.: O tempo chuvoso incorre em faltas de alunos.

O trabalho em grupo, junto com a confusão traz muitas interações.

Foi possível perceber a noção de espaço que os alunos têm e aqueles que não têm começas a

desestruturar o que pensam quando podem visualizar "como" o outro faz e como muitos outros estão construindo.

Um aluno trouxe uma caixa imensa de jogo de jantar, eu acho. Os outros diziam que não era pra fazer prédios de tamanho real. Riram. Ele por sua vez quando viu caixinhas de remédio percebeu o que era maquete de modo diferente do que havia imaginado, pois nunca tinha trabalhado nelas antes. E foi nesta fala que me apeguei:

Não é possível saber, se nunca visualizamos ou construímos antes. A caixa serviu para guardar materiais que sobraram

No A.I. Ficaram seis postagens e escolhidas somente duas.

Escolha deles, pois "eram somente duas fotos e ficariam iguais" e " talvez cansativo para quem lê"

Estas observações trouxeram surpresas.

Acredito que eles estão observando bem mais o blog em casa ou quando vão em lan

houses, agora que os pcs foram bloqueados na escola.

Outra foi o cuidado, próprio de quem está na observação constante.

Fiquei feliz.

Olharam o slide sobre reprodução dos vegetais, que inseri na semana.

Gostam deste tipo de material e quando coloquei que era feito por um menino da 6ª

série, mais ainda se intreressaram.

Novamente aqui, a autoria é um ponto que deve ser observado em nossas aulas .

Este aprendizado só vim compreender verdadeiramente no PEAD.

A autoria vinda de menino, quase da idade deles foi ponto positivo e atrativo.

Perguntei porque gostaram. Algumas respostas simples, como "é legal", mas Vitor disse:

"Se ele consegue eu também consigo fazer este slide."

A aprendizagem entre iguais, na forma estimulante de exemplos práticos e possíveis "para mim também".


após construíram as bolas de meia.

O Elástico para pular, não pudemos construir pela falta de material.



Nesta atividade fiquei um tanto preocupada, pois lidariam com agulhas, porém correu tudo bem. As meninas

provaram que tinham mais experiência com as costuras, mas

os meninos logo pegaram o jeito e construíram 8 bolas, não mais por falta de material.

Em casa fariam bem mais. A escola toda agradeceu, porque não haviam mais bolas para o recreio.



Na 5ª feira Construíram H.Q., conversamos

sobre quais H.Q eram as preferidas. Falamos nas linguagens que são diferentes das do texto, como a prosa e o

verso também apresentam suas diferenças.


Na atividade do mapa de ruas, construíram seus trajetos em cadernos e para minha surpresa

gostaram bastante desta atividade. Na 6ª feira a aula inicial tem que ser empolgante, pois

do contrário, ficam na expectativa tão grande da hora da Ed. Física, que não rendem na aula.

Eles fizeram boas relações.

O Pétrik não entendia como fazer a tarefa e o Rogério imediatamente

explicou que era como na rua Taimbé, depois a Itararé, a Viamão e assim, levando o

colega para vivenciar a realidade, conseguiu construir a tarefa com facilidade.

O contexto bem entendido pelo Rogério, levou a modificar a

idéia que o papel apresentava.

Após utilizaram as bolas de meia por pouco tempo, pois a chuva atrapalhou a hora da Ed. Física.

Assim nos colocamos no corredor para jogos de varetas e damas.

Após fomos convidados

a assistir uns slides da escola, que a professora das multi mídias coletou e

colocará no blog da escola.




Esta semana foi intensa e percebo minha confiança aumentando, quanto ao inusitado. Teoricamente sei que é necessidade e vou colocando na prática. Para contento vai dando certo.


Percebo que a agitação não é mais estorvo,mas é fruto da interação constante e necessária.
Meu estágio está finalizando e estou tranquila e consc iente de que todas as experiências foram necessárias para reconstrução das teorias que construí ao longo de minha carreira.

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segunda-feira, junho 14, 2010

Reflexões do Estágio em finais...


Na ida ao A.I. desta semana, fomos em grupos pequenos e me parece bem produtivo, o único problema é conseguir alguém para ficar com os demais na sala.

A Luiza pediu que colocássemos o Hino (letra) no

Blog da Turma

Eles ficaram orgulhosos de terem Hino e saberem que autora é jovem e pode ser conhecida pessoalmente.

Quanto às postagens das informações da SMAM...

infellizmente não conseguimos nada concreto. O biólogo da secretaria, falou não ter certeza

de que haja informações sobre o arroio para estudo de caso...

Disse que o arroio nasce em Viamão, que deveríamos

procurar em google, sobre área que percorre...

Eu falei que estou no fim do estágio e que

em vão ligo para eles . Nunca ninguém conseguiu me dar alguma informação.

Ele pediu compreensão, dizendo que não há mesmo informações escritas

e que ele tentaria ver em plantas do município.

Não há nada documentado.

Após a volta para sala, o grupo todo reunido, chamei para o debate do texto (pouco interessante, com dados específicos do município)... então lembrei do profe Nestor com seus mapas e globos que fascinam...Busquei a Bandeira de Alvorada e ali então observei interesses aumentarem.

Os símbolos, as imagens que iam sendo desvendadas.

Primeiro pedi que dissessem o que achavam de cada símbolo e foi muito agradável.

Esta tomada de atitude eu tinha de forma diferente. Gostava de levar coisas para manusearem, um boneco ou material simples como um utensílio ou um desenho. Mapas, bandeiras, globos, gráficos eu achava desinteressante. Penso que na verdade nunca havia feito antes por falta de conhecimento , então não poderia saber qual o resultado.

O debate sobre as imagens que são apresentadas na bandeira foi bem intenso, discordaram das indústrias que apareciam ali, mas um menino disse que seu pai ia trabalhar no distrito industrial de Alvorada, então surgiu interesse sobre a quantidade de empresas existentes lá...As rosas o que seriam? O livro aberto ...foram concluindo e mais uma vez fui esperando. Deixando que as reflexões fossem se aproximando através de dicas e não simplesmente atravessando com o resultado final.

Quanto ao nosso estudo de caso, fizemos um levantamento do que achamos importante colocar em blog, (construímos juntos estas perguntas para SMAM, mas ainda não nos puderam informar)

Onde nasce o arroio? Viamão

Qual sua extensão?

Quais bairros ele atravessa?

Quais campanhas e cuidados com ele anualmente ou já concluídos?

A diretora que via nossa movimentação, falou em ter que ir até Viamão buscar documentos e disse que passaria próximo ao Arroio Belas Águas e poderia fotografar para postarmos em blog. A alegria foi total!

Nunca havia feito ligações desta forma com alunos, diretora, secretaria municipal. Achei bem interessante as conexões, em que os alunos podem participar e sentirem-se parte da sociedade. Seres que podem e devem pedir informações, trocar idéias. Seres que pensam, opinam, sugerem e mudam ações. Meus alunos sentem-se orgulhosos por estas ligações e eu da mesma forma.

Na quarta feira não houve informações da Smam mas a diretora nos trouxe fotos do Arroio Belas Águas que nasce em Viamão. Os alunos viram na máquina digital e fiquei de descarregar para postar junto com textos sobre plantio de árvores no blog.(poderei somente no pólo, pois estou sem pc, uso emprestadinho...)

Após, em grupos de 5 alunos foi feito plantio de sementes de flores em vasinhos. E os alunos fotografaram arvorezinhas que a diretora plantou em janeiro na escola. Discutiam de que fruta era cada uma e davam atenção especial para cada uma delas. Notei um envolvimento e cuidado, pois eram novinhas e com brotinhos, o que observaram imediatamente.

Concluiram o mini livro, sobre plantio e cuidado com plantas.

Após o trabalho todo "costurado", foi bem fácil dizer de que a planta necessitava para desenvolver-se bem.

Já havia trabalhado com observação de plantas, anotações e desenhos das mesmas, mas nunca fotografias delas. Os alunos adoraram este trabalho. queriam tirar fotos e falar ao mesmo tempo. Foi muito empolgante e depois construir e finalizar o trabalho na sala foi bem tranquilo.

Olhavam muito as fotos na máquina e queriam saber se tudo iria para o blog.

Esta aula me fez construir a noção de que os alunos mesmo na 4ª série ainda estão em fase de modificação de suas abstrações. Fazendo valer a prática como produtora de teoria.

Avaliamos os textos, observando pontuações, parágrafos, ortografia, títulos e principalmente autoria, a parte que mais interessava. Colocar seu nome a capa do livrinho.

Ouvimos o Hino de Alvorada, na sala, fizemos algumas negociações e pensando sobre elas acredito que os alunos gostam das negociações e até das cobranças. Principalmente quando os professores cumprem seus tratos.

Em outras épocas talvez ouvisse meus alunos e não desse devida atenção. Hoje, pós PEAD acredito que eles realmente podem nos "lembrar"e ensinar "como" trabalhar melhor. Seja falando diretamente, seja fazendo pedidos ou tratando combinações.

Ter compromisso com a educação começa com o cumprimento das combinações internas de cada sala de aula. Com o respeito e a força para realizar o que se promete.

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sábado, junho 05, 2010

Refletir a semana 8 de estágio...


Iniciamos a semana com a reflexão do artista Debret , que pintou os negros do Rs , no tempo da escravidão. (coloquei no Blog da Liga e pareceu-me que foi muito bem aceito. Este espaço, entendem como deles. Sentem orgulho pelo Blog da Liga. É uma pena não estarmos conseguindo informações que faltam sobre o arroio).
Os alunos como já pude perceber gostam deste tipo de trabalho,
Ao qual não utilizava antes em minhas práticas e com certeza é muito produtivo para ambas partes,
pois consigo observar as interações como:
"Júlia olha este aqui é auto retrato, lembra o que é auto retrato?"
"Sim é o artista que pinta ele mesmo."
"O Guilherme tá copiando tudo. A profe disse pra copiar o que é importante."
Questionado diz que "...tudo ali tá legal" e quer copiar.
Notei uma auxílio mútuo nas tecnologias, pois quando um
da dupla não sabia onde clicar, imediatamente o outro dizia
sendo troca e respeito pelo saber do outro.

Nós só íamos ver o slide e conhecer o artista, a releitura seria no dia seguinte, pois nossa intenção hoje era debater a escravidão, pintada por Debret.

Na aula anterior quando faziam
releituras pedi
que olhassem bem as cores usadas.
Observavam que eram muito variados
os tipos: casas, rua, sem chão
com cena...
Me surpreendi pela riqueza de detalhes que foram observados.
Como avaliou professor Nestor, estamos sempre
subestimando suas capacidades.

Este estágio vem servindo como testagem para uso de inovações em sala de aula.

Eu não havia trabalhado desta forma anteriormente , em minha prática e noto que nossos alunos já não aceitam mais o simples, o repetitivo é tanto que cada vez mais ouvimos reclamações de falta de interesse.

É certo que inúmeros casos de dificuldades familiares e sociais contribuem para falta de interesse, mas é preciso que nós professores continuemos a emocionar e incentivar as aprendizagens, sem deixar de ter atenção nas dificuldades sociais.

Antes eu atendia aos trabalhos de sempre: recortes colagem, pinturas livres ou com tecnicas variadas, mas não direcionava para artistas. Entendi que podemos levar ao nosso aluno de séries iniciais o conhecimento de artistas, músicos que relatam a vida de outras formas, que podem "tocar" em suas aprendizagens e visão de mundo.

Como os alunos se comportam nestas investidas de estágio, vem me dando subsídios para refazer o que está dando certo e descartar o que está ultrapassado.

Voltando para sala queriam fazer releituras, mas pedi que antes de tudo
compreendêssemos algumas coisas.
Lemos o texto anexo, os guris depois as gurias, li sozinha e
então conversamos sobre a África, o que sabiam,
sobre escravidão, muitos queriam dizer o quanto eram contra este
"erro dos brancos".
Senti empatia entre eles
sobre o assunto, os negros da sala ficaram muito
eufóricos e diziam ter sido muito maltratados.

O espaço que é dado às crianças,

para que falem, expressando seus sentimentos,
tem a ver com a falta de controle,

que falamos outro dia.

O momento de euforia, de extravasar,

de rir,ou falar mais alto, chamar a atenção mesmo,

está neste tempo, que pensamos ser a

"falta de controle" do professor.

Pois as crianças realmente dominam a cena, pedem o

seu espaço, sua voz.

Exigem.

E se não ficamos atentos como professores e educadores,

podemos sim, passar por cima deste importante momento.

Esta prática do saber escutar, muitas vezes confundi,

acreditando que quando o riso intervinha demais,

ou o grito, ou a invasão do espaço de outro colega, não

era uma forma de expressão.

Aqui no PEAD, com a fala do professor Nestor, pude

desconstruir esta idéia e modificar minha forma de "ouvir"

meu aluno.

Acreditava que a fala se fazia necessária para a expressão se concretizar,

mas depois destas reflexões da semana que passou e

durante a presencial, fiquei matutando sobre ouvir meus alunos.

Então me ocorreu que os gritos, empurrões, brigas ou qualquer forma

de manifestação nas horas de discussão, eram debate e expressão.

Impressões expressas toscamente, mas

expressas sim.

Coloquei música do Olodum no rádio:
Berimbau e A Força dos Deuses
e pedi que fizessem cópia do texto lido.
Para espanto meu, foi muito
fácil executarem o trabalho desta forma novamente.
Sinto que a música trazia junto com o embalo a leveza e o
prazer pelo trabalho.
E de novo me provei o quanto devo fazer mudanças
em minhas práticas.

Para ouvir o que ouvimos na sala

http://www.kboing.com.br/olodum/1-1002234/#
http://www.kboing.com.br/olodum/1-87670/

A discussão foi em duplas e nelas continuavam os anseios

pelo assunto.

Porém havia um ouvinte e um falante e isto merecia organização.

Expliquei que o ouvinte deveria esperar com paciência

a fala terminar e só então a sua começar.

Senti que havia respeito e responsabilidade em construir a tarefa escrita.

Prazeiroso falar do que sabiam e ouvir o outro com suas difrenças.

Trabalhos em duplas sempre foram uma prática

usada em minhas aulas, porém

como já falei antes,

agora consigo andar pelos corredores e ouvir o quanto

eles crescem na linguagem próxima, que é a do colega.

A discussão no grande grupo se dirigiu às opiniões

sobre as maldades que eram feitas aos negros.

Pensamos que as crianças são curtas nas opiniões,

mas tenho observado que eles crescem neste sentido e

quando tem subsídios para observarem, logo tem opinião

sobre o que observaram.

O texto, o ppt, o pensamento ampliado através da dupla, levou

a entendimento do que tratávamos na sala.

A copa na África também rendeu muito assunto.

falaram que tem muitos lugares bonitos na África

que aparecem na tv.


Na terça feira aconteceu a tão esperada releitura de Debret.

Os alunos conseguiram riqueza de detalhes,

provando a nós professsores sua atenção e seu cuidado

ao que observam.

Após construíram textos com base

nas imagens impressas de

África e do Brasil,

e work da Jurema:

http://juremaoliveira

tecnologias.pbworks.

com/Atividade-4

Podemos visualizar a melhora das produções, pois

traduzem o aprendizado através do que escrevem.

Após os textos entregues, imediatamente começamos

a correção dos parágrafos, contexto, coerência,

palavras com letras trocadas e pontuações.

Esta fase da aula, aprendi com uma colega da escola,

que leciona na 4ª série há muitos anos e das turmas que ela trabalhou

encontramos alunos muito capacitados na área da escrita.

Esta prática foi aprendida com esta profissional.

Dá resultado muito interessante e de grande aprendizagem,

pois me parece que os alunos tentam uma espécie

de superação a cada texto apresentado.

Na quarta feira, (marcados anteriormente para ir ao A.I.)

em quartetos,deveríamos postar em blog o que esperamos já algum tempo:

As informações da SMAM pelo fone.

Não aconteceu, visto que não havia pessoal para nos informar novamente.

Fomos assim mesmo, sem informações para postar, sobre o arroio, porém

coletaram as informações sobre o trabalho que Vitor

pôs no blog sobre água doce e salgada no planeta.

Leram, copiaram, ouviram música na rádio kaboing

da banda Olodum.

Voltando para sala registros nos cadernos.

Com grande dificuldade eles voltam para sala,

e tem resistência aos cadernos.

Atribuo este fato, a facilidade que o computador

fornece, no sentido da leitura e talvez até do tipo

de letra nele visualizada. Na facilidadeda escrita(em que usam

somente dois dedos...) e no caderno precisam de mais recursos

físicos...

Só um palpite...

Na volta à sala, construíram panfletos sobre

a quantidade de água doce e salgada

no planeta.

Colamos em painel com desenhos ilustrativos.

Os alunos sentem imenso orgulho pela

apresentação de seus trabalhos

em corredor da escola.

Este aumento de auto estima

é de grande importância para aprendizagens posteriores, pois entendo que esta, seja como uma mola que impulsiona para "o saber mais".

Acredito que o caminho para sermos pessoas

de confiança dos alunos, devemos começar pelo

valor que damos a elas, pelo tempo que as ouvimos,

pela valoração de suas produções.

As informações da SMAM realmente não se concretizaram e

terei que ir pessoalmente na Secretaria.

Com certo detalhe:

A tarde (quando estou em outra escola), no horário

que saio já encerrou expediente lá.

Possibilidades???

Vou me esforçar, tentando outras fontes.

Às vezes penso que as informações

que pedi por e mail (2 vezes) e

por fone (quatro vezes) não existem.

Faremos caminhada pela rua da escola

na semana que vem distribuindo panfleto,

construído pelos alunos sobre a quantidade

der água doce e salgada no planeta e

o cuidado com o arroio.


*a imagem é de Gui fazendo uma votação na sala.

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domingo, maio 30, 2010

reflexao 24 a 28 maio


Na 2ª feira reuni um grupo de cinco alunos e colocamos as postagens em dia, pois como já falei, há somente dois pcs que não foram bloqueados.

Reuni material que produziram e estes digitaram em blog, ainda necessitando de ajustes, para publicação.

Além da pesquisa do fotógrafo Emoto, a qual foi colocada em blog.

Entre eles trocaram idéias sobre palavras com ortografia correta. Quando não havia um colega com certeza total da grafia da palavra, me chamavam. Achei esta atitude muito interessante, pois estão sentindo segurança no grupo (o que não acontecia antes, no princípio do estágio).

Escutamos Funk, aos quais, entre os alunos mesmo, disseram que não haviam frases com palavrões. Percebi que a turma ficou muito excitada, no princípio, mas depois aos poucos acalmavam-se, trabalhando em tarefa simples de cópia do texto, que após discutimos.

A música acalmou, ajudou, sensibilizando e acionando a produção, que parecia complicada, no sentido, de que detestam copiar textos.

Eu nunca havia trabalhado desta forma e sempre achei que música e tarefa escolar não combinavam, mas neste caso (durante a cópia de texto do quadro) foi relaxanbte e em nada atrapalhou o rendimento.

Esta atividade me fez aprender a ousar. Minha "trava" está relacionada ao medo de perder completamente o controle. Pois esta turma é muito(agitada e descontrolada), ou era... pois o professor Nestor e Tanara não acharam que fosse um grupo exagerado, pelo menos durante as visitas ninguém "atacou" ninguém... Como já disse antes, eles estão melhorando no comportamento e na agitação. Tanto que foi notado pelos professores.



A atividade de construção de jogo dramático sobre o tema: Jesuítas e as Missões foi interessante e apesar da vergonha um grupo se apresentou.

A menina era o jesuíta que dava aulas aos adultos, crianças e jovens indígenas.

Valeu a ótima intenção!

A relação do grupo foi daqueles que gostariam de se apresentar, pois os grupos formados inicialmente para produzir a tarefa não se concluíram por vergonha. Assim os "destemidos", uniram-se e montaram a apresentação.

Esta atividade é uma das utilizadas em minha prática anterior ao PEAD.

Aaprendo sempre com ela, pois conseguimos visualizar o entendimento das crianças através de suas interpretações.

É impossível esquecer o que relataram em apresentação e aos demais, impossível esquecer o que visualizaram.

Quando montaram o mapa do RS em E.V.A. (aula de artes nas 3ª feiras) com os povos das missões. Consegui perceber suas noções de espaço e limites.

Foi possível observar o auxílio entre alunos, pois alguns faziam seus trabalhos, sem perceber a distância entre os pontos. Outros conseguiam ter noção de espaço e assim trocaram informações, de modo que através do auxílio mútuo, todos conseguiram demarcar as cidades jesuíticas no mapa.

Ficaram bonitos os trabalhos, além da aprendizagem de localização dos Sete Povos das Missões, foi construída a noção dos limites do estado do RS. Voltaram a atenção para Uruguai, país que representaremos na "Copa Idalina".

Na quarta feira dia 26 de maio era o prazo para entrega dos livros que as meninas levaram para ler: Ana e Júlio nos Sete Povos das Missões de Flávio Aguiar e Lydia Coutinho Rosado.

As meninas escolheram um dos títulos e fizemos um resumo no quadro. Todos copiaram.

Esta atividade em grupo dá muita bagunça, porém elas decidiram, finalmente. E iniciamos a segunda fase que também foi demorada, porém bem menos que a inicial.

Percebo que as meninas (grupo de leitura) são mais desligadas umas das outras. Parecem mais auto suficientes, tentando se sobresair umas das outras.

O resultado foi surpreendente, pois conseguiram montar um bom resumo e melhor, havia ligação intensa com a aula do dia anterior. Elas decidiram sobre o Texto de Simões Lopes Neto:

"O Angüera"

Esta atividade, apesar de grande tempo despendido foi de grande resultado também. Nunca havia dividido grupos de meninos e meninas para tarefa de leitura, desta forma. Elas não sabiam que deveriam construir um resumo. Gostaram do resultado também.

Os meninos, um tanto sem paciência com a organização, conseguiram esperar, sem criarem brigas ou confusões, se interessavam pelos livros que , agora, iriam para suas mãos.

Mais uma vez a autoria traz benefícios a todos. Pois sentem orgulho pelo trabalho e é um material que pode ser usado por outras turmas. Tanto pela simplicidade, como pelo valor de aprendizagem e, em grupo.

Eu, quanto aluna, aprendo que a autoria é o caminho para sucessos, pois fornece maior valor ao autor, aumentando sua auto estima, intensifica o desejo por outras investigativas e potencializa o trabalho, de modo que há energia para outros mais.


*Foto das meninas na construção do texto "O Angüera"

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quarta-feira, maio 26, 2010

Semana de 17 à 21 maio do estágio...


Na semana, fizemos o levantamento do material sobre as entrevistas, o que surpreendeu, pois surgiram alunos interessados na atividade após a ida na 6ª série. Assim as fizeram em casa, trazendo resultados.
Nesta atividade, a qual nunca havia trabalhado anterior ao PEAD, posso identificar o quanto os alunos sentem a necessidade da aproximação entre turmas de séries diferentes.
A curiosidade do que aprendem, do seu ambiente, professores, da postura...
Foi gratificante quando os alunos da 6ª série sentiram orgulho da nossa 4ª série, por estarem construindo material para um blog. A responsabilidade aumentou.



As aprendizagens com tabelas foram bem construídas, pois conseguem agrupar o todo e depois desmembrar em frações, sempre voltando as anotações.

O que demonstra o estágio, segundo Piaget,

do desenvolvimento da criança com idade entre 7 e 12 anos, que começa a fazer uso de espaço, tempo,ordem...

com certa abstração, o que se observa pela manipulação do material coletado, que é sua realidade.

Após as coletas os alunos divididos em grupos construíram as tabelas demonstrando entendimento do conteúdo e as relações com o meio.

Nunca havia trabalhado antes em minha prática, com estas tarefas( entrevistas e tabelas).

Pude conferir na prática, que quando o aluno fica na posição de agente da ação, as aprendizagens são livres, espontâneas, fluindo naturalmente para outros questionamentos, por exemplo: Uma menina após as entrevistas (ela não realizou, por vergonha) pede para construí-las em casa com seus parentes. Este estímulo na sala, foi o que levou a sua posterior investigativa.

Portanto o objetivo foi alcançado, da mesma forma.

Esta mesma aluna constrói suas tabelas e é lider em seu grupo.

Outro momento importante da semana foi a leitura da Carta dos Europeus Sobre a Água - 1968

Em que buscaram no livro de Geografia material para encontrar a Europa.

Este link de grande importância para as aprendizagens me deixou muito feliz.

Realmente eles começam a traçar as idéias na sala, com as aprendizagens escritas, buscando informações em fontes diferentes.

Esta curiosidade é relatada por Paulo Freire como mola impulsora da aprendizagem, onde há pesquisa, há escola - aprendizagem e vice versa.

Eu quanto professora nestas atividades pude sentir e aprender a respeitar o tempo de investigativa. Em outras épocas de minha prática, teria mostrado antes das investigativas, onde estava a Europa. O que é um "talho" na aprendizagem.

Após sugeri uma montagem de linha do tempo, em que construíram a idéia de quando foi escrita a carta em relação ao nosso ano. Alguns falaram na idade dos pais e no ano que os pais nasceram.

linha do tempo,

Vale dizer que os alunos continuaram a linha e as tabelas nos mesmos grupos e pode-se avaliar o envolvimento no trabalho através do quadro avaliativo.

A turma quando trabalha em grupos custa muito a concluir as tarefas. Fico no aguardo das entregas de gráficos e linhas do tempo...

Durante esta semana aconteceu algo que espero há algum tempo. O menino que sabe muito da internet e computadores, trouxe uma"Dica Para Não Pagar Mico"*

Ele falou somente. Não trazendo por escrito. Então tivemos que construir juntos o texto, o que foi melhor ainda.

Como colocar som no seu pc

" Escolher o som no pc, que deve estar em alguma pasta.

O caminho é o seguinte:

1 iniciar

2 configurações

3 painel de controle

4 sons e dispositivos de áudio

5 sons

6 eventos de programa

7 procurar

8 você procura o que escolheu e dá ok"

Todos perguntaram como o Vitor lembrava, ficaram admirados.

Vitor com seus saberes sobre tecnologia, nos proporciona aprendizagens.

E posso dizer que esta forma de espera, não fazia de minha antiga prática escolar. Sempre atravessava as expectativas e falava.

Hoje entendo que a espera e o objetivo alcançado, entre eles é muito valioso.

Bem mais consistente do que uma professora transbordando o que aprendeu.

É possível visualizar carinhas interessadas e aprendizes reais.

Sinto que não esteja conseguindo postar aqui o que realmente tenho realizado de esforços e o quanto eles já estão demonstrando mudanças relativas a reflexões, debates e principalmente expressão de suas opiniões.


Hoje consigo questionar este ato e avaliar que os estudos em PEAD me fazem ir e vir em minhas aprendizagens.
Outro dia da mesma semana pedi a nossa merendeira Léo que ajudasse na apresentação dos estados da água. ela veio com muito gosto.

Usou os termos "temperaturas baixas e altas", como base para as mudanças de estado da água.

Eles fixavam os olhos encantados, ouvindo tudo com maior atenção.

O grupo que tem pouco interesse nas aulas se voltou para a visita e ouviu tudo.

Aprendi com esta prática, que o fator inusitado é um estimulante natural.

As aprendizagens simples, tantas vezes repetidas desde a 1ª série, receberam nova cor. Principalmente vinda de uma pessoa especial como dona Léo.

Na 5ª feira fui ao A.I. e descobri que dois pcs não estavam bloqueados, para meu grande alívio.
Assim levei quatro alunos que haviam criado seus textos sobre a água, com conhecimentos adquiridos na semana e postaram em blog.
Os demais fizeram aula de conto com a professora da biblioteca.
No nosso retorno, estavam recontando a história ouvida:

"A Formiga e o Grão de Trigo" de Leonardo da Vinci
Pedi que escrevessem a história da forma que quisessem:
modificando o final, preservando exatamente como ouviu, ou mudando tudo que achasse necessário.
fizeram muitas histórias interessantes:

Esta atividade tem algumas diferenças de minha prática anterior (PEAD).

Pensava que produzir textos quando ouvidos deveriam ser o mais próximo possível, mas hoje tenho a compreensão de que quanto mais autoria estiver presente, mais será positivo e alcançado o conhecimento, pois quando se "lê o mundo e o transforma" , assim diz Paulo Freire, inserindo códigos de sua própria vida, mais apresenta saberes adquiridos. Saberes realmente utilizados em suas vivências e para seu próprio benefício e dos demais.


Na sexta feira os alunos trouxeram um gelo com palavra dentro, e eu levei dois blocos de gelo.

Observamos as diferenças no gelo, quando a palavra foi positiva e quando foi negativa.

Alguns disseram que não tinha nada a ver, outros observavam bem de perto. O interessante foram as falas:

"Quando o gelo se forma ele pega as forças da palavra?"

"Eu não acredito."

Falei da experiência como válida e passível de ser feita em casa por todos. Repetir muitas vezes para chegar a uma conclusão.

Nesta tarefa, percebi o quanto há necessidade do incentivo às descobertas. Eles queriam saber mais e para isto precisariam buscar informações novas. Precisariam investigar muitas vezes para concluírem se acreditavam ou não.

A investigativa coo fonte de saber novamente prende, eleva a vontade e abre caminhos para conquistas.

Então dei o nome Masaru Emoto para que investigassem a respeito.

Esta tarefa foi blogada em:

http://ligadanaturezaturma41.blogspot.com/2010/05/agua-leva-forca-do-pensamento.html

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domingo, maio 16, 2010

Reflexão da semana 10 á 14 de maio


A semana foi diferente, mais reflexiva, mais "conjuminada", como diria uma tia-avó.


Percebi os alunos experimentando a sensação de misturarem as coisas que pensam e dizem, com as escritas de folhas e cadernos em sala de aula. Pude perceber isto nas opiniões escritas por eles.

Isso para meu trabalho foi uma grande conquista.

Ler opiniões que realmente expressam as idéias, os desejos ou aflições são momentos carregados de emoções variadas.

Estou satisfeita, pelo andamento desta semana.


Quanto a falta de comprometimento de alguns, que atrapalham o andamento dos que querem trabalhar, fiz fala, digamos... imperativa na 3ª feira. Pois exigi que em nada mais nos perturbassem, e que eu estaria presente e atuando com aqueles que estavam com vontade de viverem a 4ª série,. Quanto aos aos demais... Penso que o "gelo", serviu.

O respeito e o envolvimento nas atividades melhoraram.

As turmas com número muito grande de alunos é um ponto muito negativo para as construções.

As turmas com idades diversificadas trazem perturbações por desinteresse seja de ordem emocional ou cognitiva. Eles vivenciam experiências adversas. Nesta turma posso visualizar este quadro: meninos e meninas maiores pensando em namoro e o imenso vazio que estão sentindo com relação às famílias (comum nesta fase) . O interesse pelo que é mais agradável deixando de lado, sem pestanejar, as situações que exigem mais disciplina e tempo, como as escolares. E aqui penso ser necessária a minha constante presnça para lembrarem que é necessária sim, a escola.

E os menores, mais ingênuos, mais interessados nas aprendizagens novas, com sua curiosidade os levando para conquistas. Sem a ebulição hormonal que atinge os citados anteriormente. Com seu apego à família, ainda levando suas angústias aos pais, que assim se unem através dos questionamentos e a ligação é mais forte (próprio desta fase).


Desta forma a professora precisa observar tudo e todos, proporciona inúmeros acontecimentos na sala de aula, faz falas diferentes que hoje atingem alguns e amanhã outros, num embalo que tonteia! Não é possível negar.


Nas "Dicas para não pagar Mico" , tarefa que realizamos nas 3ª feiras fiquei bem surpreendida, pois o aluno que na semana passada, reclamou muito da ida ao A.I. dizendo que em casa é melhor, trouxe uma dica que foi copiada por todos.

Sobre o shared e suas possibilidades enquanto o pc esteja em risco.

Os outros ficaram surpresos pela habilidade que ele tem com pc e eu pela sua colaboração inusitada. As tecnologias finalmente o chamaram para a vida escolar. Pelo exemplo de seus saberes, pôde auxiliar a turma, finalmente. Esperei bastante por este momento. Estou feliz!

O not book (da escola) poderia ser meu aliado fiel, caso não fossem bloqueados os recursos de blog, g mail...internet, basicamente, pela secretaria de Educação.

E assim na 3ª feira quando programei um slide de Portinari com as imagens dos Retirantes e este não abriu, tive que espalhar pela parede o ppt, que resolvi imprimir na noite anterior, só por segurança.

Falamos sobre a falta da água em outros estados e que o artista retratou, nos Retirantes.

Um aluno disse que não havia gostado do artista, porque só pintava coisas feias. Assim expliquei que não só feias e que ele também fez desenhos lindos de crianças,felizes em sua terra natal.

O menino disse que queria ver.

Prometi assim que desse para abrir net

Mas falei que ele estava denunciando a falta de cuidado, que nós temos uns com os outros. Concordaram. Ficaram pensando como ajudar quem está sofrendo. E assim meu objetivo estava alcançado.

"Graças a Deus aqui não falta água assim, profe!"

" Eu já vi esta foto no livro"

" Eles não cuidavam da água deles professora?" E esta pergunta rendeu assunto sobre espaços diferentes no país.

Foi produtivo, todos perguntavam sobre o tal artista:

As releituras ficaram muito boas, mesmo com pouco tempo de trabalho foi bem produtivo.

Diziam o tempo todo estar gostando do que faziam.

Após houve reunião pedagógica e foi relatado por outros professores esta falta de comprometimento dos alunos das 5ª séries em diante. Minha preocupação aumentou.

Falavam em diversificar a aula, mas se na turma de estágio há um nível de aula diversificada bem amplo, com relação as aulas diárias da escola e não há interesse por número grande de crianças...

O que pensar?

Pensar em suas aflições como pré adolescentes?

Buscar ajuda de profissionais? Foi uma sugestão minha em reunião.

Outra foi incentivar a leitura, com "campainha do livro", para que durante o turno,ao sinal, combinado, seria o momento da leitura. Pois comentam que as produções textuais da 5ª em diante está péssima.

Foram aceitas.

Na 4ª feira, inalmente vi o trabalho se desenvolver!

Abri o blog todos logados conseguindo postar, uma beleza! Isto aconteceu com o uso de firefox. Não sei se há algo importante nesta informação, mas assim mesmo escrevo aqui.

A conversa no dia anterior parece que ainda prevalece. O respeito está sendo construído.

Iniciaram o dia e todos, sem excessão, leram site da água de 2 feira,( oqual não havíamos feito) adoraram, porque foi feito por alunos da 3ª série. Leram tudo que havia na aba da direita e anotavam muito.

Pedi que escrevessem sobre a água para postarem em blog.

Assim o fizeram.

As postagens foram simples, mas como já avaliei anteriormente, percebo que agora, os alunos conseguem entender o quanto é aprender, tanto nas salas de informática, de multi mídias e biblioteca. Antes se percebia que era "saída da sala", nada a ter de ligação com a aprendizagem.

Ouviram a musica de Guilherme Arantes e gostaram, evidenciando isto, através de falas e embalos, pedindo para ouvir o velho funk. O que desviei, demonstrando interesse, mas que tínhamos pouco tempo no A.I. O que não era mentira, mas preciso me preparar para escolhas de funks que não sejam negativos ao comportamento. Pedi que trouxessem cds e que eu ouviria, após ouviríamos. Penso que há letras que em nada acrescentam, pelo contrário. Estimulam a sexualidade e os palavrões como banais.

Após fomos para sala de aula e tratamos de solucionar algumas dificuldades pedidas por alguns alunos: Classificação de palavras em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Quatro crianças pediram ajuda e assim achei que era mais apropriada a revisão do que a escrita da música.

Usamos falas de alunos que entenderam, para dar a explicação e escrevê-las no caderno:

"Oxítonas: são aquelas palavras em que "a" (sílaba, eu inseri) mais forte é a última que a gente escreve."

Aqui foi mesmo muito surpreendente o aprendizado. Pois ouve uma percepção e explicação que não aparece nos livros didáticos. E nem mesmo as professoras falam.

Qual é a última sílaba?

"Aquela que eu escrevo por último."

E neste momento deu para compreender em que entendimento eles andavam. Alguns realmente confundiam atrás e última.


Na 5ª feira nos concentramos nas leituras das opiniões dos alunos a respeito das releituras e de Portinari.

Li cada opinião em voz alta, sem dar o nome do aluno e ao final perguntava a todos se tinha sido bem explicada.

Eles gostam muito deste momento, alguns se identificam quando a leitura é feita outros ainda não, não questiono o motivo. Respeito seus desejos.

Após coloco no quadro o número de palavras que a pessoa "trocou as letras" e escrevo no quadro as palavras com ortografia correta, somente.

As quais, depois, foram classificadas em ox. parx. e proparox.

Falo se utilizou o parágrafo corretamente.

Nesta tarefa aprendi muito. Consegui resolver problemas simples, como ortografia insistentemente incvorretas, transformadas, através da conversa e avaliação oral. Muito interessante este tipo de trabalho, em grupo aberto e invesrtigativo.

Foram opiniões muito melhores em conteúdo do que as últimas lidas na sala. Penso que eles se estimulam a escrever porque querem receber os elogios e investigarem entre os colegas, sobre como estão se expressando. No geral foi muito legal. Apesar de que, novamente somente seis entregaram o material (três a mais do que a anterior). Espero que o número cresça.

Assistiram o filme: Ilha da Imaginação.Com a professora substituta, por algum tempo. A qual reclamou muito de comportamento da turma.

Penso que a dependência de comportamento, baseada neste ou naquele momento, nesta ou naquela presença, ainda é uma constante nesta turma. o que me faz andar um passo à frente e outro para trás.

Na 6ª feira iniciamos o dia com conversas intensas sobre o comportamento do dia anterior. Esclarecimentos sobre o que é realmente uma mudança de atitudes, o que ela traz de positivo.

Um aluno, se comprometeu em mudar, pois a professora tinha lhe dito que ninguém queria ser professora dele. No princípio ficou revoltado, dizia que estava bom daquele jeito, que ele não se importava...

Após muitas respostas e convencimentos, sobre a vida dele necessitar de estudo e, usando o conhecimento da família dele, disse o quanto a mãe necessitava que fosse bem sucedido nesta vida e que tudo começava na escola.

Não sei bem, mas pareceu comovido e propos uma mudança. A qual eu estaria perto para assistir.

Outra atividade que me fez bem feliz, porque inovei em minhas atitudes como professora, foi com as entrevistas na sala das turmas de alunos maiores.

Pude perceber ganhos em ambos os lados:

Alunos interessados, respeitando os outros menores, o que se observa nesta escola é o contrário. Porém aqui vimos o oposto. O que nos deixou (eu e o professor da turma) muito felizes.

Meus alunos interessados, cuidando da ortografia, pois estavam na sala dos maiores,a entrada no ambiente alheio com cuidado e respeito e principalmente a tarefa sendo realizada com gosto.

Foi bem interessante, comportaram-se muito bem. O inusitado sempre surpreende.

Observei interesse em responder as próprias perguntas e levá-las aos de casa.

Alguns debocharam no retorno à sala.

Na sala falei sobre os meios que os adolescentes usam para sentirem-se melhor que os outros. Que estavam errados, pois muitos adultos crescem achando-se feios, ou "burros", ou estranhos por causa destas formas erradas de se comunicarem. Dei outros exemplos, que pareciam inofensivos que ocorrem na sala, que escuto, e nada digo. Relatei.

As pessoas precisam de falas boas, para se desenvolverem e não de palavras negativas.

Fiquei satisfeita esta semana. Apesar de tantas cenas de violência...

As produções estão melhorando gradualmente. Mas o principal acontecido, que me deixa feliz são as ligações que conseguem fazer entre a vida diária e a vida escolar.

Esta semana finalmente consigo fazer reflexões positivas e isto está reforçando as mudanças como profissional. Todas as atividades novas, das quais nunca havia utilizado e que me propus neste estágio, sendo visualizadas com muito aproveitamento.

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domingo, maio 09, 2010

4ª semana de Estágio


Através de novas investigações a respeito dos desejos dos
alunos, em dar continuidade
ao processso estudo de caso do arroio, cheguei a conclusão,
feliz, que querem ainda seguir o que começamos.
Os alunos falaram em música, gostariam de cantar músicas.
Propus que podemos encaixar a música
em nossos estudos do arroio.
Basta trazerem o material e vamos
ver no que vai levar.
Minhas orientações era sobre algo que mereça nossa preocupação.
O grupo que fazia parte do ano anterior foi unânime em dizer, que o arroio
é caso grave de se estudar, mas principalmente de se investir em visitas, explicações aos que ali depositam lixo.
Uma reflexão interessante foi de uma menina que falou:
“Não são só as pessoas que moram por ali que põem lixo, é até o contrário, pois são pessoas que tem carroça.
Eles cobram para carregar o lixo das pessoas e elas sem saber pagam para sujar o arroio.”
O que fazer então?

“devemos ter uma guarda para cuidar disso sempre.”

“Vamos fazer uma passeata e dizer para as pessoas cuidarem dos carroceiros e espantarem”

“Isso!”
"Vamos fazer passeata sempre profe, porque tem muita gente que não ouviu ninguém explicar que é um arroio e não um valão."

Estes questionamentos me deram injeção de ânimo. Troquei os alunos para grupos de três, a conversa aumentou bastante, porém preciso fazer mudanças para experimentar, esperando pontos positivos.

Nesta semana estão menos agressivos, exigi respeito a duras penas.

Realizamos reflexões e avaliações em todos os sentidos, nas quais relataram que realmente,
estão fora da medida, no sentido da compreensão e respeito.

A falta de oportunidade no A.I. rendeu alguma mudança. O que me fez pensar sobre questionamentos iniciais no pead, em que falávamos em limites, presença de professor, como orientador e coordenador das combinações. Não gosto de ser ríspida, nem de falar alto. Mas esta turma exige muito a autoridade.

Realizaram a avaliação da higiene da sala, em que foi muito enfatizada a colaboração, como necessidade diária.
Notaram "que os alunos Pedro e o William sempre recolhem a lixeirinha para não espalhar pela sala" falaram dos dentes, que todos escovam, felizes, após o lanche. Algo que sempre conseguem fazer é apontar o outro. Falaram em "dois colegas que não gostam da escovação". Deram nomes, foi inevitável. Um deles não se defendeu outro disse que não gosta mesmo, mas que escova sempre. É sempre surpreendente a capacidade de apontar erros alheios no meio escolar. Enquanto eu insistia em que falassem sobre eles mesmos, mais apontavam para o outro.
Registramos e coloquei cartaz na sala.


Os alunos completaram seus trabalhos de A.I., depoimentos, usando assim duas idas ao ambiente. O que atrasou muito os acontecimentos.

Postar em blog o material depoimento do arroio, foi difícil. O blog não abria para visualização ou postagens, por isso usaram Word e eu, em horário extra sala, coletei com pen drive, pois não foi viável o uso de todos ao mesmo tempo, como havia planejado.
A minha coleta não foi fácil. Os momentos em sala de aula são intensos e não há espaço. A hora atividade está acontecendo de forma muito devagar na escola, com o que não se pode contar.
Foi bem complicada esta ida ao A.I. O rendimento foi pequeno.

Assim criei o blog e coloquei o material deles. Sem o uso da ferramenta pelos alunos.

O meu planejamneto para o A.I. ainda está extenso, não é compatível com a realidade. Eu gostaria que tudo acontecesse, mas não é nada como a vontade.

Avaliaram as idas ao A.I.:
"Fomos poucas vezes por dois motivos: falta de horários com responsável e falta de comportamento dos alunos".
“Lá a gente usa tudo do computador, é legal.”
Lá é difícil mas eu gosto.”
“Eu já sei tudo não quero ir mais, lá na minha casa é melhor.”
“Eu adoro professora”

Percebi que a maioria ficou envolvida, com o estudo do arroio, a partir dos questionamentos iniciais desta semana.

Em determinado momento, no retorno do a.I. a turma estava bem agitada e não conseguia voltar ao trabalho, então inseri uma história retirada do livro Raízes de Alvorada, que falava da escola Idalina quando iniciou.
Um ex aluno conta como foi estudr na Idalina há muitos anos atrás, relatava os castigos, as merendas etc. Escrevi no quadro alguns trechos para escreverem e refletirem. Foi muito interessante os questionamentos sobre o autor, as falas,e principlamente as relações que fizeram:
“Os castigos eram estranhos naquele tempo.”
“Hoje ninguém pode fazer isto com a gente”
“por que faziam isto profe?”

Falamos sobre ECA, violência e abuso, pedido de ajuda (onde?), proteção à criança, na escola em primeiro lugar...
Um menino ainda falou:

"No arroio devia ter lei também, para ser protegido."

Compreendi que as crianças fizeram costuras muito interessantes em suas falas simples, mas que continham sabedoria além do esperado. Esta atitude de fazer relação de um assunto entrando em outro, como aplicação do conhecimento adquirido, ainda não tinha percebido em forma oral, como neste caso.

Outro tópico interessante foi o mapa de Alvorada, colado no caderno.
Olharam os municípios, questionei sobre terem ido a tais municípios, momento em que todos contavam um pouco de história e de parentes.
Os alunos maiores sempre usam a conversa interessante para extrapolar o limite reagindo mal. Houve gritos, por parte de um aluno e desentendimentogeral. A aula legal novamente se transformou em caos e eu fico desanimada.
A professora Beatriz Corso diz que realmente não devo me apegar no que deu errado, mas no que está sendo positivo. Mas eu me pego sendo dura, chata, exigindo disciplina e perdendo oportunidades de crescimento de alguns.
Hoje refletia neste ponto da aula e pensava que não há como ser super, nem como estar presente em momentos de intervenção sempre, pois são quarenta alunos. Este pensamento não deve atrofiar a vontade de vencer o maior número de intervenções.



O Dia das Mães, como sempre é polêmico.
Alguns se comportaram de forma agressiva, outra chorou, outro se negou... Cada um contou em segredo, a história triste por trás daquele comportamento.
Neste momento houve respeito pelo não fazer e o negar-se ao envolvimento. Os colegas, todos, entraram numa aura de equilíbrio e respeito. Foi bem gratificante estar lá naquele instante e presenciar o ocorrido.

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