Pedagogia/UFRGS/Aprendizagens

domingo, junho 07, 2009

Necessidades Educacionais Especiais



Através de texto do Mec que sugere recursos adaptados pode-se investir em idéias simples que fornecem auxílio valioso na aprendizagem de alunos que possuem necessidades educacionais especiais.




Educação escolar inclusiva depende muito do aspecto didático-pedagógico, da relação socio afetiva e do envolvimento de todos na diversidade.

A diversidade com consciência que abre possibilidades e não fortalece os obstáculos.
O trabalho do Mec apresenta orientação para o dia-a -dia educacional especial, com o intuito de propor soluções através de objetos que auxiliem o aprendizado destes alunos.

"Cada necessidade é única e, portanto, cada caso deve ser estudado com muita atenção. A experimentação deve ser muito utilizada, pois permite observar como a ajuda técnica desenvolvida está contemplando as necessidades percebidas."


Com prazer, faço referências a este trabalho e coloco algumas das sugestões.

JOGO DE ADVINHAÇÃO
Permite trabalhar com percepção tátil sinestésica, discriminação e identificação de formas e texturas. Dentro da caixa coloca-se um material com determinada textura ou forma e a criança deverá reconhecê-lo e procurar o correspondente fora da caixa.
Descrição: Recurso composto por uma caixa de madeira, com uma abertura na lateral, em forma de círculo, onde é fixado um pé de meia de jogador de futebol. No fundo da caixa é colada uma tira de câmara de ar de bicicleta, que serve como antiderrapante e que ajuda a fixar a caixa sobre a mesa.

Adaptação: Elaine Cristina de Moraes Foto: caixa em madeira com abertura lateral, conforme descrição acima. Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.

VAMOS VESTIR A BONECA?
Possibilita a discriminação parte/todo. Pelo fato do material possuir um imã na parte detrás permite ao aluno acometido por deficiência física, como paralisia cerebral, do tipo espástica ou atetóide, um melhor manuseio.
Descrição: A boneca é confeccionada com lâmina de latão e revestida com papelão plastificado. As peças de roupas possuem imãs. As peças são manuseadas sobre uma placa de latão revestida com papel contact colorido. Adaptação: Adriana Rocetao Garcia Foto: boneca, confeccionada conforme descrição acima Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.

RÉGUA DE MADEIRA ADAPTADA

Facilita o uso da régua ao aluno que possui dificuldade de preensão.

Descrição: O recurso é composto por uma régua de madeira comum com um suporte, também de madeira, colado bem ao meio para facilitar à preensão da criança.
Adaptação: Denise Amoroso de Lima Foto: duas réguas em madeira com suporte, conforme descrição acima. Fonte: BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Material pedagógico: manual de utilização. Rio de Janeiro: MEC / CENESP / FENAME / APAE de São Paulo, 1980. Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília.

MULTIPLICAÇÃO EM PIZZA

Permite demonstrar a multiplicação entre números apenas trocando o multiplicador central. Assim, possibilita montar operações sem que seja necessário ao aluno armá-las e copiá-las em papel.Confeccionado para alunos com dificuldade de manuseio de lápis e papel. Evita que os alunos se cansem demasiadamente.

Descrição: Confeccionado em madeira de forma circular, com diâmetro de 35 cm e espessura de 2 cm. No meio possui uma abertura também em forma de círculo, na qual os multiplicadores podem ser trocados. O recurso é acompanhado de toquinhos de madeira com os numerais inscritos, que serão utilizados para exibir o resultado da operação aritmética.

Criação: Regina Lázara Salim Moraes Bernardo. Foto: caixa de pizza em papelão, e dentro dela, um círculo em madeira, conforme descrição acima. Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.

PESCARIA
Trabalha a sensibilidade sinestésica e a coordenação viso-motora. Confeccionado para auxiliar alunos e crianças com deficiência física que ainda não conseguem fazer a “pesca” por meio de ganchos e, dessa forma, cria a oportunidade para participação em brincadeiras, em gincanas ou em festas juninas. Auxilia em movimentos de extensão e flexão de membros superiores. As ilustrações e os nomes escritos nos peixes podem ser utilizados para a leitura. Descrição: O recurso é constituído de uma caixa de madeira com canaletas, onde os peixes são colocados na posição “em pé”. Cada peixe possui um nome com ilustração. A vara de pescar pode ser feita de madeira ou bambu e revestida em veludo ou lixa. Para pescar, a criança deverá grudar o imã (que fica na ponta da vara) no peixe.

Adaptação: Regina Ayako Ohno Foto: caixa em madeira com diversos peixes coloridos em seu interior. Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.

CADERNO DE ELÁSTICO
Proporciona ao aluno, que possui movimentos involuntários, a escrita entre pautas, sendo indicado para o portador de paralisia cerebral do tipo atetóide. As linhas feitas com elástico auxiliam e seguram os movimentos involuntários da mão do aluno ao utilizar lápis ou giz de cera sobre o papel. Descrição: Caderno confeccionado em madeira, possuindo furos nas duas laterais por onde é passado um elástico de um lado a outro, formando as linhas. Adaptação: Eduardo José Manzini e Elaine Cristina de Moraes. Foto: placa em madeira com diversos elásticos posicionados paralelamente, formando linhas. Fonte: BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Material pedagógico: manual de utilização. Rio de Janeiro: MEC / CENESP / FENAME / APAE de São Paulo, 1980. Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília – SP.

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sexta-feira, maio 29, 2009

Inteligência em Educação Especial


Conforme estudos de Piaget
a inteligência
se constrói através das trocas entre
organismo e meio, mecanismo pelo
qual se dá a formação das estruturas
cognitivas.


O organismo com sua bagagem hereditária, em contato com o
meio, perturba-se, desequilibra-se e, para
superar esse desequilíbrio e se adaptar, pratica suas hipóteses fazendo relações com os conhecimentos anteriores.(aprendizagem)




A inteligência da criança depende em grande parte da locomoção e manipulação do corpo, desta forma os alunos com necessidade de aprendizagem especial tem seu desenvolvimento truncado por diversos momentos em sua vida.


Há grande necessidade de reabilitar estes momentos que ficaram sem benefícios. Dentro da sala de aula a interação não pode ficar somente no nível da ação socializadora.


A aprendizagem sendo carregada de estímulos será um resgate de tempo na aprendizagem.


Os princípios que envolvem a ação socializadora são graus em potencial para a prendizagem dos conteúdos em sala de aula.


"É muito mais significativo à criança
desenvolver habilidades de fala se ela tem com quem
se comunicar. Da mesma forma, é mais significativo
desenvolver habilidade de andar se para ela está
garantido o seu direito de ir e vir."




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Sistema Nervoso Para as Funções


O sistema nervoso,coordena e controla grande parte das funções do corpo, através dos bombardeios de informações que recebe dos órgãos dos sentidos, após traduz as respostas a serem executadas pelo corpo, com o comportamento motor, atividade mental, sono, alimentação necessária...


Portanto, a partir deste princípio e reflexão, observaremos as oportunidades que o aluno com necessidades educacionais especiais perde ao longo de sua vida motora e neural, seja qual for sua dificuldade ou deformação.



Aprendemos através do que vivenciamos e das oportunidades de relações motoras ou mentais, numa troca constante voltadas para avaliações dos experimentos diários.



“...observações, auto-avaliação e
aperfeiçoamento na execução
das tarefas fará diferença na
qualidade e quantidade de
coisas que poderemos aprender
no curso de nossas vidas.”
Conforme explicita o
documento do Ministério da
Educação (MEC, 2003, p. 19)

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terça-feira, maio 12, 2009

Estudo de Caso


Os recursos coletados para estudo de caso, pela interdisciplina EPNEES, fez-me recordar o passado e pensar o futuro.


A quantidade de informações que estavam armazenadas, esperando o momento de se retratarem... realmente são lições que precisam ser resgatadas.


É difífil relatar o que ocorreu quando ainda temos lembranças negativas... da impotência e do desejo de entendimento, que ficou truncado.


O espaço escolar repleto de diferenças atua como um palco, que temos vivido em diferentes épocas e com diferentes atores e atrizes, nós professores podemos ser um personagem que passa e deixa marcas.
Podemos também passar e sermos marcados. Neste caso, que trabalharei em Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, e ao qual disponibilizo neste espaço.
No caso em especial eu fui marcada.




Da peça que vivemos e dela retiramos nossas impressões ( algumas frustradas) posso dizer que ficamos com o amor...e... sobrevivemos.





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domingo, abril 19, 2009

Inclusão


Através de vídeos do Ministério da Educação sobre a inclusão, posto algumas reflexões...
O atendimento educacional especializado não é uma prática do dia -a - dia, ainda.
O curso que destina-se a professores, visa provocar consciência e transformação na sala de aula.
O aluno com necessidades educacionais especiais tem seu direito garantido a escola pública desde 1988.
A partir da escola em regime comum, devem os responsáveis, juntamente com os professores averiguar a necessidade de um acompanhamento especial. Este, porém deve ser adequado ao tempo escolar, não podendo coincidirem.
O atendimento especializado vai complementar e não realizar o trabalho da escola, como procedia antes de 1988. Este deve dar suporte ao aluno com necessidades especiais, para obter segurança e estratégias no entendimento de suas dificuldades. Podendo assim lidar com a sala de aula comum.
Onde procurar este Atendimento de Educação Especializada se o aluno é de uma escola (pública ou privada) que ainda não o oferece o mesmo?
Os responsáveis devem levar ao conhecimento da direção suas necessidades. Se ainda assim isto não ocorrer, devem encaminhar por escrito ao Ministério Público o que está acontecendo e cabe a este resolver a questão por qualidade e justiça.

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quinta-feira, abril 16, 2009

Competências de professores - Nível Nacional



Segundo Maria Helena Michels - Gestão, formação docente e inclusão -



“As competências nos documentos políticos dizem respeito ao que o professor deve saber:


*Trabalhar em parceria com a comunidade escolar
*Resolver problemas da escola
*Achar soluções criativas aos problema concernentes ao processo ensino aprendizagem de seus alunos, até mesmo nas situações da comunidade em que está inserido."


O Estado se reserva de provedor e sitematiza o controle através de

*SAEB Sistema de Avaliação da Educação Básica
*Enem Exame Nacional de Ensino Médio
*Enc Exame Nacional de Cursos
A escola, digo, os profissionais se responsabilizam pelos problemas inteiramente. Não têm espaço para suas próprias necessidades, ou seja é como se tudo já estivesse solucionado, inclusive a inclusão, que com amor já se basta. Inserindo na sociedade sujeitos, mas com deficiência de aprendizagem, porém com ressalvas, pois produzem conforme suas condições, não conforme deveriam.
Sem contar com a entrada da siociedade civil na entidade escolar "auxiliando na resolução de problemas".

Como diria um bom amigo ( se ele ler este blog se visualizará):

"Na sala de cirurgia não entra ninguém para opinar no procedimento , na sala do advogado não entra ninguém para interferir em defesa de causa, na sala do empresário não entra ninguém para auxiliar no melhor investimento do dia. Na sala do professor entra toda a comunidade...
Amigos da escola, ao invés de SOE's, etc.

O futuro de fracassos ou sucessos escolares dependem dos profissionais, que com seus cursos de Magistério, levam no coração a ingênua vontade da transformação.

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sexta-feira, abril 10, 2009

História, Deficiência e Educação Especial

Recortes do texto de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda - Doutora em Educação -
Reflexões sobre texto:
"Jean Itard e Victor do Aveyron: uma experiência pedagógica do século XIX e suas repercussões"
Luci Banks-Leite e Izabel Galvão

"No início do século XIX, o médico Jean Marc Itard (1774-1838) desenvolveu as primeiras tentativas de educar uma criança de doze anos de idade, chamado Vitor, mais conhecido como o "Selvagem de Aveyron". Reconhecido como o primeiro estudioso a usar métodos sistematizados para o ensino de deficientes, ele estava certo de que a inteligência de seu aluno era educável..."

”Desde que foram escritos, entre 1801 e 1805 os relatórios de Jean Itard têm conhecido sucessivos eclipses seguidos de redescobertas. Narrativa datada de quase duzentos anos, os relatórios de Jean Itard continuam extremamente atuais e provocadores”.


Tanto seguiu-se sua pesquisa que a médica pedagoga Mª Montessori utiliza-se de seus relatórios (sec XIX), logo depois seu discipulo Séguin, fala em Itard em sua tese de doutorado na França dedicando-se a educação dos deficientes.
Da história brasileira podemos contar:
"Em 1967, a Sociedade Pestalozzi do Brasil, criada em 1945, já contava com 16 instituições por todo o país. Criada em 1954, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais já contava também com 16 instituições em 1962. Nessa época, foi criada a Federação Nacional das APAES (FENAPAES) que, em 1963, realizou seu primeiro congresso (MENDES, 1995)".

Ainda assim se direcionarmos nosso olhar para a escola em geral, vamos encontrar um campo infértil.
"O como incluir tem se constituído a maior preocupação de pais, professores e estudiosos, considerando que a inclusão só se efetivará se ocorrerem transformações estruturais no sistema educacional."


Jean Itard determina seriedade e empenho em sua tarefa, apesar de não alcançar êxito com o menino de Aveyron, faz uma coletânea de estudos muito significativos para atualidade com necessidades especiais.
Vimos que as discussões em torno do processo de inclusão, evidenciadas por pesquisadores e estudiosos da área de Educação Especial se limita a teorias, com poucas determinações práticas.
Diante deste processo lento frequentemente desprovido de colaboradores, nós educadores nos vimos em situações de desamparo e angústias.

Professores em geral amam suas tarefas, como diria Rubem Alves:

"Toda experiência de aprendizagem inicia com uma experiência."

Assim através de nossas experiências com necessidades especiais vamos construindo escolas que apesar de ainda não ajustarem seus espaços para o recebimento destas crianças, nós vamos fazendo transformações de estruturas emocionais e intelectuais, garantindo o trabalho humano, na expectativa da evolução.
*Imagem do Hospital Bicêtre - França

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segunda-feira, abril 06, 2009

EPNEES



Os portadores de necessidades especiais, durante a história da humanidade sofreram discriminação e a impossibilidade de acessar e utilizar espaços sociais e equipamentos urbanos, não somente ambientes físicos, mas espaços de comunicação truncados aos tipos de suas necessidades.
A Lei Federal n.º 7.853, de 24 de outubro de 1989, estabelece os direitos básicos das pessoas portadoras de deficiência. garantindo escolaridade, saúde e trabalho.
Dados retirados do site: http://www.deficienteeficiente.com.br/cartilhainclusao.html

A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2%(dois por cento) a 5%(cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas. O percentual a ser aplicado é sempre de acordo com o número total de empregados das empresas, dessa forma:

I – até 200 empregados 2%.

II – de 201 a 500 – 3%.

III – de 501 a 1000 – 4%.

IV – de 1001 em diante – 5%

Apesar de tantas prioridades e acompanhamento aos portadores de necessidades especiais, ainda muitas empresas questionam a escolaridade baixa por parte dos contratados. Esta situação é de fazer refletir qualquer professor.
Ao assistir o vídeo, podemos sentir exatamente o que é ser diferente perante os demais.
Me ocorre uma oficina realizada em Alvorada, para fins de inclusão na sala de aula. O curso era ministrado e o tempo integral estávamos de olhos vendados. Foi uma pequena amostra das dificuldades vividas por pessoas portadoras de necessidades especiais, assim como o vídeo: "Se você vivesse aqui?"
Reflexões necessárias a todos que se envolvem direta ou indiretamente com estas experiências.

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